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Sífilis e a Oftalmologia

Sífilis e a Oftalmologia

Os primeiros relatos da Sífilis remonta do século 15, descrito por um médico italiano Girolamo Fracastoro. De lá para cá, esta doença atingiu proporções epidemiológicas mundialmente. Atualmente, uma possível epidemia no Brasil tem chamado a atenção das autoridades competentes, inclusive os oftalmologistas, visto que a cegueira causada pela Sífilis está em ascensão, principalmente entre os jovens.

Embora para muitos pode ser novidade, existe uma grande relação entre esta doença sexualmente transmissível e a oftalmologia, pois a bactéria (Treponema Pallidum) se multiplica na área genital e se espalha através da circulação acometendo inúmeros órgãos, inclusive os olhos, e em todas as faixas etárias.

As manifestações oftalmológicas ocorrem em qualquer estágio da doença, mas principalmente na forma secundária. Podemos ter acometimento de todas as estruturas oculares, desenvolvendo variadas formas de doenças, levando desde alterações leves até perda da visão. A principal é a uveíte posterior, onde são acometidos retina, nervo óptico e coroide, que são estruturas mais nobres, levando a retinite, neurite e coroidite, respectivamente. O indivíduo infectado tem a possibilidade de apresentar uveíte anterior, ceratite, esclerite e alteração pupilar (pouca reação a luz), que são quadros mais leves.

Na maioria dos casos, o tratamento é realizado com administração de antibióticos orais nas fases iniciais, podendo ser necessário uso de penicilina intramuscular ou endovenosa, para casos mais graves, geralmente na fase terciária da doença. Mas a prevenção, com uso de preservativos durante as relações sexuais, sempre será a melhor forma de evitar esta doença sexualmente transmissível.

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